Meu corpo acorda do nada,
Despertado pelo seu.
Levanto e, como se lúcido, percebo...
Meus pés, fincos no chão,
Sustentando um universo de sentidos,
Que, enlouquecidos,
Nem a si próprios reconhecem.
Minhas mãos se perdem em você
E eu esqueço de encontrá-las.
Também esqueço de procurar
Meu peito já perdido no seu.
Minha alma, de longe, ri satisfeita
E, desorientada pelo tumulto,
Corre excitada na escuridão.
Não sei mais quem somos
E o que fazemos,
Nem se aquela alma é mesmo a minha.
Também não sei Se acredito que sou eu, quem sou,
A respirar com a sofreguidão dos afogados,
A viver, gozar, intenso orgasmo
E se ele é realmente o meu.
Sou você, não mais eu...
Existo, ainda que morto?Se morto, como posso estar feliz e louco?
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