terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

relatos de um cego

Meu corpo acorda do nada,
Despertado pelo seu.
Levanto e, como se lúcido, percebo...
Meus pés, fincos no chão,
Sustentando um universo de sentidos,
Que, enlouquecidos,
Nem a si próprios reconhecem.

Minhas mãos se perdem em você
E eu esqueço de encontrá-las.
Também esqueço de procurar
Meu peito já perdido no seu.

Minha alma, de longe, ri satisfeita
E, desorientada pelo tumulto,
Corre excitada na escuridão.
Não sei mais quem somos
E o que fazemos,
Nem se aquela alma é mesmo a minha.

Também não sei Se acredito que sou eu, quem sou,
A respirar com a sofreguidão dos afogados,
A viver, gozar, intenso orgasmo
E se ele é realmente o meu.
Sou você, não mais eu...
Existo, ainda que morto?Se morto, como posso estar feliz e louco?

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

especulaçao da cegueira

Cegueira viver a vida a ver sempre a mesma cor vendo simplesmente as imagens daquilo que imaginamos como será as coisas a cor que elas tem a forma o brilho…

Viver so olhando para a nossa própria alma sem mais nada em redor…

Chorando por dentro com lágrimas que provavelmente ninguém vera pois sao essa que mais doem…

Passar na rua e sentir que somos olhados de lado mesmo sem conseguir ver o olhar introspectivo das pessoas ao ver um cego…

Ter que pedir ajuda para atravessar a rua porque na sociedade onde vivemos todos esta tão ocupados com a vida própria que não param para ajudar…

Ter que lidar com entraves no meio de um passeio de uma rua ou ate mesmo em nossa própria casa, Porque ninguém esta preparado para viver com um cego…

Como será ser cego?

Talvez o venha a descobrir!?